segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Reforçando

Em dois mil e dez eu conheci uma Chica Buarque
que ama junto comigo o mesmo homem
e, nas horas vagas, somos um homem.

Dois mil e dez

Dois mil e dez foi um ano contraditório: fui feliz e triste. Escrevi sem saber me expressar.
Eu aprendi a abrir os olhos e a fechá-los. Minha sensibilidade e dedução tornaram-se mais aguçadas. Sei enxergar sem ver. Sei descrever sem palavras.
Ninguém me entende. Ninguém entende ninguém. Eu entendo quase todo mundo. Nunca sei explicar.
Em dois mil e dez descobri que sou sozinha. Tenho amigos. Somos distintos mas sempre rimos.  Somos parecidos. São três. São mais de três.
Só em dois mil e dez entendi para quem Caetano cantava 'O Leãozinho': um poeta concreto, abstrato, urbano. Não é o mesmo, mas é ele.
Conheci também um Arcanjo poeta de bom humor inigualável, porém não tenho mais contato. Só sei que ele irá abrir suas asas e viajará por aí. Talvez um dia me conte sobre o céu.
Em dois mil e dez me aproximei de quem agora está longe: um Baterista Tropi-iê-roll de sorriso lindo que disputa comigo a  mulher mais linda, ou uma das. Sangue bom!
Em dois mil e dez me apresentaram a uma Pequena Sereia que nada por onde não há mares e que está louca pra nadar comigo. E eu tô louca pra cegá-la com a beleza imensa do mar.
Dois mil e dez foi/está bom!
Dois mil e dez foi/está péssimo - estou cega, tateando no escuro um incerto futuro que chegou muito rápido. Dois mil e dez passou muito rápido.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Acho que você me encantou
e eu não quero me encantar
enquanto você canta longe
                          de mim.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Arte Cínica

Que Vida!
Somos todos artistas
            -bons ou ruins
Pois a Vida é arte cênica
                       -cínica-
onde vive-se a função de
      não deixar a máscara
             cair

Busca

No que procuro sair de mim
entro numa busca subconsciente
para me encontrar verdadeiramente

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Meu Mundo Personificado

O vento assobia
eu sigo e danço
o mar canta seu encanto
pássaros nos acompanham
sente cócegas a árvore
que ri e aplaude
Eu sonho

Capoeira

Formou-se a roda
O berimbau estremece
O corpo todo se mexe
Quem resiste ao som?
Balança na dança da luta
Levanta poeira capoeira
Um jeito de corpo de se expressar

sábado, 20 de novembro de 2010

Rio de Janeiro

Tem de tudo
Me deu medo
Me acolha, por favor!
Me traga porque eu tô
apaixonada por uma Moça
Me envolva porque nos seus
braços eu quero ser solta
Eu quero essa vida louca
Nesse Rio eu quero mergulhar

Arpoador

Ei, Moça
me apaixonei ao passar por você
venha cá, me conta seu segredo
e deixa eu confiar em você
Ei, Moça
esse branco clareia
esse verde é de encantar
quem é o poeta autor dessa beleza
depositada em você?
Ei, Moça
você sabe que eles babam
os olhos grudam
vêm só pra te ver
Ei, Moça
me conta seu nome
- ai ela Rio e disse Ipanema
e eu fiquei das Pedras a contemplar

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Campo Grande

Talvez nem tenha batido minha onda
    mas tinha uma vibe que corria
    e do dia não vou me esquecer

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sempre Assim

Enquanto o céu está cinza
visto um azul, ouço um blues

O céu fica azul, me visto de cinza

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cadê o Tonto?

Eu quero um conto:
             sonhei sem sonho
                        abafei meu pranto
                                      encontrei o encanto
                                                     quebrei a figa
Eu quero um tonto
que me deixe em sonho
pra secar meu pranto
e  me deixar um encanto
que sirva como figa

Eu quero um tonto pra fazer um conto sobre nosso encontro.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Transformo prosa em poesia
Transformo poesia em prosa

Céu da Boca

Caminhando pelo Céu
encontrei uma núvem
Me aconcheguei nela
permaneci debruçada
no conforto. Comi-a.

Senti um gosto familiar

Procurei estrelas pra
saber em qual céu
estava. Torci para
que fosse o céu da
sua boca