Casei com um argentino e causei polêmica.
As pessoas me olhavam torto e com ferocidade
Casei com um argentino de coração tropical
apesar do frio de Buenos Aires
Casei com um argentino. Misturei raça, cor e cultura
Casei pra juntar idéias e roçar língua
Casei pra beber café no frio e água de coco no calor
Casei pra andar de mãos dadas na praia e abraçados na praça
Casei pra ver o final da copa no Maracanã
Casei e fui feliz.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Roseiras no Quintal
Bons sentimentos
exalam alegria e
inspiram a cantar
como o passarinho
na janela do quarto
numa manhã de sol
acordando-te com
calor, luz e som
exalam alegria e
inspiram a cantar
como o passarinho
na janela do quarto
numa manhã de sol
acordando-te com
calor, luz e som
Eu Xilema
Seus acúleos de proteção
enganam-te segurança
Não esqueça: sou a seiva bruta
correndo desde a raiz
enganam-te segurança
Não esqueça: sou a seiva bruta
correndo desde a raiz
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Por contato ou simples indução
Vem transparente
de cara limpa
ardente
Vem sem mãos atadas
abraçar o infinito
Vem transpirar
deixar o corpo quente
Vem que dou abrigo
e te deixo voar
Vem causar atrito
eletritizar
permitir as cargas opostas
Vem que a atração agora é obrigatória
de cara limpa
ardente
Vem sem mãos atadas
abraçar o infinito
Vem transpirar
deixar o corpo quente
Vem que dou abrigo
e te deixo voar
Vem causar atrito
eletritizar
permitir as cargas opostas
Vem que a atração agora é obrigatória
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Sexta
A lua cheia brilha lá fora, agora
reluz intensamente sua luz no mar
e faz os peixes virem até a superfície profunda
como um desenho feito por uma criança
tentando desenhar o pôr do sol
o céu azul escuro tem pontinhos
designando as estrelas
e a vontade imensa
reluz intensamente sua luz no mar
e faz os peixes virem até a superfície profunda
como um desenho feito por uma criança
tentando desenhar o pôr do sol
o céu azul escuro tem pontinhos
designando as estrelas
e a vontade imensa
Baixo Astral
A quadra azul abrigava
velhas crianças vivas
e mortas de fome
Sem paixão
sem decência
com carência de afeto
materno, paterno
ou simples afeto
E quando raiar o dia
outras crianças
vivas, novas e sem fome
aparecerão
e não verão as velhas
da noite bonita de verão
velhas crianças vivas
e mortas de fome
Sem paixão
sem decência
com carência de afeto
materno, paterno
ou simples afeto
E quando raiar o dia
outras crianças
vivas, novas e sem fome
aparecerão
e não verão as velhas
da noite bonita de verão
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Falando de mim
Eu queria nascer com um dom perceptível, explícito, bonito.
Eu queria um amigo que entrasse na minha casa sem hora marcada,
pra rir e chorar. Sem hora marcada pra sair. Um pra ter ficado com medo das histórias de terror quando pequeno e, já jovens, não dormir.
Mas o que eu mais faço é sorrir sozinha com as histórias inventadas
pela minha mente, onde mora meu irreal meu melhor amigo, Afonso.
Talvez esse seja meu dom.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Sem palavras
um Olhar
um Sorriso
um Abraço;
O que posso escolher
quando o olhar desperta
o sorriso intensifica
e o abraço entrelaça?
Os três.
sábado, 19 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Help desk
Eram 05:20 daquela manhã que começava gélida, mas nem tanto quanto a anterior. Abriu os olhos num impulso, passou a mão na toalha e se arrastava até o banheiro. Lembrou-se do café. Arrastava-se agora até a cozinha: cadê o pote, o filtro? Colocou o café pra fazer. Voltou ao banheiro, pensou na ligação que esperava de alguém que não sabia quem e nem lembrava o por que. Acabou. Tomava o café acariciando o pelo da cachorra, meio aleijada, que implorava carinho e pão. Desceu, passeou, voltou; 06:20 agora. Saiu de novo.
Um abraço e tchau!
Suspirei ao vê-lo
toquei seu corpo
nem preto, nem branco
nem frio, nem quente
mas de cor bonita
e de calor aconchegante
Suspirei ao sentir seu perfume
meio bruto, meio cítrico
meio doce
mas o cangote
já havia sido marcado
não por mim
Parei
Tenho que parar
e descobrir o mundo
ser direta e subliminar
Tenho que parar
as repetições,
minhas redundancias
Tenho que deixar
minha ironia
Tenho que parar
de falar de sonhos
Tenho que parar
de parar
segunda-feira, 14 de junho de 2010
chmod 750 arquivo.txt
o dono terá permissão total,
o grupo permissão de leitura e gravação
e outros sem permissão alguma.
O mar de Itapoã
A maré estava vazia e eu,
entregue ao medo,
da beira nunca passei
A onda se arrastava, vinha até mim e
levava a areia sobre a qual me apoiava
deixando um buraco que cavara com meus pés
A maré subiu, as ondas se intensificaram
inconstantes os passos, aprendíamos seu compasso
e os meninos se entregavam, entravam pedindo a benção
da Sereia
Irradiava o sol sobre os homens agora
Envenenavam-se no agitado veneno das águas
Mexiam-se ao balanço delas
Abraçavam suas ondas
Nadavam em seus seios
Já com a certeza da proteção
Agradeciam satisfeitos
Oh, Itapoã!
Nas suas água só entra quem pode
Em sua briga só disputa quem é forte
e não lutam sem reverenciar a Sereia
Ah, Itapoã!
Por tempos você foi meu sonho
mas me contentei a catar as conchas
e ouvir nelas o barulho do teu mar
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Domingo de manhã não sai pra caçar rã
O pelo da cachorra se misturava com meus cabelos
e ninguém sabia quem era o que
Amanhece, vó chama na ponta da escada:
Téu! Acorde, Téia!
Gonzaguinha cantava baixinho na vitrola, como sempre
'O QUE É, O QUE É?
a mesa posta, a fumaça saindo do cuzcuz
a fumaça do café, da banana da terra
a mesa riscada com vários nomes assinados
a cachorra rosnando me pedindo comida
eu comendo, dando pedaços a ela
eu não tinha obrigações e nem tinha o que fazer
e ninguém sabia quem era o que
Amanhece, vó chama na ponta da escada:
Téu! Acorde, Téia!
Gonzaguinha cantava baixinho na vitrola, como sempre
'O QUE É, O QUE É?
a mesa posta, a fumaça saindo do cuzcuz
a fumaça do café, da banana da terra
a mesa riscada com vários nomes assinados
a cachorra rosnando me pedindo comida
eu comendo, dando pedaços a ela
eu não tinha obrigações e nem tinha o que fazer
terça-feira, 8 de junho de 2010
Know
Meu saber é irregular
Sei que sei
digo que nada sei
e que é a única coisa que sei
Você precisa saber
que o saber
é algo além de saber
que você é sabido
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Buraco
o jogo é duro
na mesa não jogue duque
fecha com 2000
caso não, arria com 75
se ligue no cumpadre
não foque só no morto
cate da mesa
cave
olhe o cava
não se esqueça da batida
conte as cartas
15,10,5
terça-feira, 1 de junho de 2010
A Dois
Brincávamos de franceses
Dizíamos bonjour, merci, pardon
De súbito virou inglês
Ele disse stay here
Eu disse stay away from me
Continuei francesa, ele inglês
E então brigamos uma briga de burguês
Foi-se dizendo bye
E eu, aos prantos: restez, s'il vous plaît.
Sarcástico, sorriu: français non, Mlle!
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