segunda-feira, 14 de junho de 2010

O mar de Itapoã

A maré estava vazia e eu,
entregue ao medo,
da beira nunca passei
A onda se arrastava, vinha até mim e
levava a areia sobre a qual me apoiava
deixando um buraco que cavara com meus pés
A maré subiu, as ondas se intensificaram
inconstantes os passos, aprendíamos seu compasso
e os meninos se entregavam, entravam pedindo a benção
da Sereia

Irradiava o sol sobre os homens agora
Envenenavam-se no agitado veneno das águas
Mexiam-se ao balanço delas
Abraçavam suas ondas
Nadavam em seus seios
Já com a certeza da proteção
Agradeciam satisfeitos

Oh, Itapoã!
Nas suas água só entra quem pode
Em sua briga só disputa quem é forte
e não lutam sem reverenciar a Sereia
Ah, Itapoã!
Por tempos você foi meu sonho
mas me contentei a catar as conchas
e ouvir nelas o barulho do teu mar

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