Dois mil e dez foi um ano contraditório: fui feliz e triste. Escrevi sem saber me expressar.
Eu aprendi a abrir os olhos e a fechá-los. Minha sensibilidade e dedução tornaram-se mais aguçadas. Sei enxergar sem ver. Sei descrever sem palavras.
Ninguém me entende. Ninguém entende ninguém. Eu entendo quase todo mundo. Nunca sei explicar.
Em dois mil e dez descobri que sou sozinha. Tenho amigos. Somos distintos mas sempre rimos. Somos parecidos. São três. São mais de três.
Só em dois mil e dez entendi para quem Caetano cantava 'O Leãozinho': um poeta concreto, abstrato, urbano. Não é o mesmo, mas é ele.
Conheci também um Arcanjo poeta de bom humor inigualável, porém não tenho mais contato. Só sei que ele irá abrir suas asas e viajará por aí. Talvez um dia me conte sobre o céu.
Em dois mil e dez me aproximei de quem agora está longe: um Baterista Tropi-iê-roll de sorriso lindo que disputa comigo a mulher mais linda, ou uma das. Sangue bom!
Em dois mil e dez me apresentaram a uma Pequena Sereia que nada por onde não há mares e que está louca pra nadar comigo. E eu tô louca pra cegá-la com a beleza imensa do mar.
Dois mil e dez foi/está bom!
Dois mil e dez foi/está péssimo - estou cega, tateando no escuro um incerto futuro que chegou muito rápido. Dois mil e dez passou muito rápido.
esquema sorte de orkut: os dias são longos, mas os anos são curtos. hahaha. 2010 vai tão rápido que a saudade pede abrigo.
ResponderExcluirÔ, lindo! Dois mil e dez foi maravilhoso e diferente de todos os outros, né? Incerteza e esclarecimento.
ResponderExcluirNão consigo nem comentar sobre o texto,
ResponderExcluirquanto mais sobre a parte da Pequena Sereia.
Pode me esperar que vou nadar com você.