Amava, só não sabia quem. Perdia-se numa busca sem sentido. Chegara a confundir amor com amizade, amor com a saudade. Tinha a certeza por horas, até que uma hora tinha certeza de ter invertido os sentidos.
Sentia-se presa, limitada, incompreendida. Faltava algo, sem dúvidas. Tinha dúvidas que não ousou questionar. Questionou retóricas. Questionou e não houve resposta. Sabia entender, mas não a entendia. Sabia refutar, mas não seus próprios argumentos. Tinha culpa mas não era totalmente culpada. A vida nunca favorecia. Sonhava, choramingava, abafava. Lamentava no escuro o 'eu te amo' que nunca escutara de bocas que em seu corpo roçara. Cada dia mais amargurada.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Estanho
Trago à parede imunda
a beleza das palavras
que limpa o papel
e encarde as cores
impregna o cheiro
nas entranhas, nos poros abertos
almejando à entrada das impurezas
porque beleza é sujeira
branco demais é paz
ou simulação da morte
a beleza das palavras
que limpa o papel
e encarde as cores
impregna o cheiro
nas entranhas, nos poros abertos
almejando à entrada das impurezas
porque beleza é sujeira
branco demais é paz
ou simulação da morte
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Oscilação
De onde vai
pra onde vem
a janela quebrada
o vendedor de dvd pirata
o calor que embaça e deixa
a estrada molhada
De onde vai
pra onde vem
o medo cansa
mente é liberdade
arroz e feijão
De onde vem
pra onde vai
a filosofia é vida
a vida oscila
a filosofia da vida oscila
Pra onde vem
de onde vai
a vida vaaaai e veeeem
vá-vem ou vai-e-vem
pra onde vem
a janela quebrada
o vendedor de dvd pirata
o calor que embaça e deixa
a estrada molhada
De onde vai
pra onde vem
o medo cansa
mente é liberdade
arroz e feijão
De onde vem
pra onde vai
a filosofia é vida
a vida oscila
a filosofia da vida oscila
Pra onde vem
de onde vai
a vida vaaaai e veeeem
vá-vem ou vai-e-vem
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Noite calada na calada da noite
Na calada da noite me perco
que no escuro eu nada vejo
me ponho a enxergar
calada em devaneio
sinto além do que percebo
escrevo calada
na noite em que me perco
que no escuro eu nada vejo
me ponho a enxergar
calada em devaneio
sinto além do que percebo
escrevo calada
na noite em que me perco
Novos ditos poético-populares
Quem respira dentro d'água
está adaptado ao mar de lágrimas
Quem balança na alcova dos sonhos
dança perdido
busca ser encontrado
Quem quebra o concreto
almeja ao abstrato
Put your hands up!
Quem?
está adaptado ao mar de lágrimas
Quem balança na alcova dos sonhos
dança perdido
busca ser encontrado
Quem quebra o concreto
almeja ao abstrato
Put your hands up!
Quem?
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Um Pedido
Eu sei que tua mente tá pesada
(a nossa)
que o corpo não mais aguenta
Se achegue,
aqui não há conhecidos
só eu e você, amigos
a areia e o mar pra relaxar
(a nossa)
que o corpo não mais aguenta
Se achegue,
aqui não há conhecidos
só eu e você, amigos
a areia e o mar pra relaxar
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