Jogaram concreto em seu corpo vivo
virou estátua, enfeite de praça
tudo fez-se pedra, concreto, cinza
observava tudo e não sentia nada
até que um dia choveu
tanta água que o concreto amoleceu
caiu, quebrou, sua casca se desfez
voltou a sentir, a sorrir, a chorar
voltou à praça e quebrou todas as
outras estátuas
Menina! Que talentão gostoso! Esse texto tá muito manero.
ResponderExcluirUma hora a gente se liberta. O bom é que nós, poetas, impacientes(?), contestamos tanto a coisa e não nos contentamos com essa jaula de pedra que nos desprendemos. Descobri esses dias que a jaula de pedra é supercomum na nossa idade, e a quebra dela logo em seguida também. Às vezes parecia ser sem fim, né? Nem foi.
discretamente
ResponderExcluirme transformei
em concreto
virei pedra
estátua
coração de lata
tatuada pichada
fiquei assim
por um tempo
virei monumento
público zoado
sem algum
sentimento nenhum
ainda espero
a sua chuva
molhar o meu corpo bruto
acabar com esse
duro casulo
pra eu virar
ResponderExcluirborboleta, voar
e enfeitar seu
jardim com minhas
cores alegres