quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Estanho

Trago à parede imunda
a beleza das palavras
que limpa o papel
e encarde as cores
impregna o cheiro
nas entranhas, nos poros abertos
almejando à entrada das impurezas
porque beleza é sujeira
branco demais é paz
ou simulação da morte

7 comentários:

  1. Boa tarde, querida amiga.

    Adorei seu texto. Muito profundo...

    Feliz Natal.

    Um grande abraço. (Estou lhe seguindo)

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  2. limpei tudo com palavras
    mas o silêncio veio e sujou tudo de novo :(

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  3. foda, muito mesmo, procurei milhares de palavras para dizer sobre seu poema e apenas encontrei essa....

    obrigado pela visita, pelas palavras e pela dança com minhas palavras.

    até mais.

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  4. me lembrou um trecho de um texto meu:

    engano estranho
    profano e arranho
    o plano de pano
    estranho engano
    é ser humano

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  5. belíssimo. parabéns!

    yas arrasou também.

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